Pelourinho-fóssil da Pederneira

Ambiente: Sedimentar
Idade: Cretácico Inferior
Tipo de Rocha: Silex
Classificação : Imóvel de Interesse Público de 11/10/1933
Porção de tronco silicificado de uma gimnospérmica, tendo sido erigido em substituição do antigo pelourinho manuelino. Apresenta uma história tafonómica diversificada e uma importância cultural intimamente relacionada com a vila da Pederneira. É um dos monumentos mais relevantes da Nazaré.
A designação desta vila da Pederneira poderá ter tido origem neste tronco de conífera fossilizado e encontrado na região. Este fóssil silicificado poderá ter sido utilizado pelo Homem do Neolítico como menir, integrando um conjunto de alinhamentos regionais com significado mágico-religioso, englobado, desde muito cedo, nas crenças arcaicas dos grupos humanos que colonizavam esta região.
Este antigo marco terá sido encontrado pelos primeiros povoadores. O espaço sacralizado pelo símbolo pagão, onde foi encontrado pela primeira vez, é mantido como cemitério até à actualidade preservando, assim, o seu significado religioso.
Por volta de 1514, quando D. Manuel concedeu novo foral à vila da Pederneira, foi erguido na praça principal um pelourinho ao estilo manuelino. A Pederneira preservou o estatuto concelhio até 1855, altura em que, por declínio demográfico face à evolução recente da cosmopolita Praia daNazareth, foi anexado ao concelho de Alcobaça até à criação do município da Nazaré em 1912. Em 1886, o tronco fossilizado foi transportado para a Praça Bastião Fernandes a partir do antigo cemitério, em substituição do antigo pelourinho manuelino então destruído, como que apelando a um sentimento autonómico. Deste modo, a partir de 1912, torna-se no único exemplo do mundo em que um fóssil foi aproveitado directamente como símbolo popular da soberania local.
O tronco-pelourinho da Pederneira encontra-se classificado desde 1933 como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto-lei n.º 23122, DG231, com significado histórico-cultural
Canhão da Nazaré

Ambiente: Sedimentar
Comprimento máximo: 170 km
Profundidade máxima: 5 mil metros
O vale submarino conhecido como Canhão ou Cana da Nazaré é o maior da Europa e um dos maiores do Mundo. Recortando a plataforma continental com uma direcção de EW, sensivelmente, prolonga-se por mais de 170km de comprimento e atinge uma profundidade superior a 5000 metros na planície abissal onde este canhão desemboca.
Este espectacular acidente geomorfológico de origem tectónica, relacionado com a falha da Nazaré-Pombal, começa a definir-se a cerca de 500 metros da costa. Esta garganta submarina provoca grandes alterações ao nível do trânsito sedimentar litoral, uma vez que este vale é um autêntico sumidouro para os sedimentos provenientes de norte, da deriva litoral, o que justifica a inexistência de grandes extensões de areia nas praias a Sul da Nazaré. O Canhão da Nazaré gera a afluência à superfície de águas ricas em nutrientes e plâncton, permitindo a presença de uma fauna bastante rica em espécies de interesse comercial.
Duna da Aguieira

Ambiente: Sedimentar
Idade: Holocénico (0,01 M.a. até à actualidade)
Tipo de Rocha: Areias de dunas
Classificação: sem classificação
Altitude máxima: 158 metros
Por ter sido considerada a maior duna consolidada da Europa, esta formação foi candidata a sítio classificado em 1979, juntamente com o Monte de S. Bartolomeu. Embora de reconhecido valor, não foi dada nesta altura a classificação como Geomonumento. Esta duna pertence a um complexo sedimentar de dunas e areias derivadas a Norte da Nazaré, cuja largura ultrapassa, por vezes, os seis quilómetros. A preservação desta estrutura, resistindo aos efeitos erosivos, poderá estar relacionada com a plantação do pinhal de Leiria. A elevada altitude destas formações dunares pode estar associada ao levantamento do flanco oeste do Diapiro das Caldas da Rainha.